“Não adianta querer resolver os problemas cotidianos se não forrarmos a nossa própria cama, se não varrermos a sujeira da nossa própria casa”.

Olá, pessoal!

 

Hoje gostaria de conversar com vocês sobre a importância de sintonizarmos a vida, mantendo um equilíbrio entre o que pensamos, o que falamos e o que fazemos.

Dentro desse contexto, arrisco dizer que a nossa existência pode ser analogicamente comparada a um instrumento musical que, estando desafinado, tende a gerar um som ruim que provoca um grande desconforto aos ouvidos. O mesmo acontece conosco, pois, quando estamos fora de sintonia, ou seja, desafinados, temos uma tendência de espalhar mal humor e descontentamento por onde passamos.

Daí a necessidade de nos manter afinados.

Mas como fazer isso se a agitação do dia a dia, por vezes, nos desloca do caminho certo, do equilíbrio?

 Penso que a solução para isso talvez seja nos acalmarmos um pouco, nos recolhendo sozinhos(as) e nos aquietando em busca de encontrarmos novamente o equilíbrio. Observem que, assim como um instrumento musical não pode ser afinado enquanto está sendo tocado, nós também não conseguiremos encontrar nosso eixo em meio à correria diária.

Daí a importância de reservamos um momento do nosso dia, que seja apenas cinco minutos, para nos aquietarmos, para deixarmos o nosso coração acalmar e o pensamento fluir. Mesmo porque, é no silêncio que tranquilizamos a nossa mente e alinhamos o nosso modo de pensar, de falar e de agir, pois no corre-corre da vida é difícil termos tempo de alcançar uma harmonia.

Quando estamos em sintonia, temos condições de enxergar uma saída e de levar para as pessoas que nos cercam um pouco mais de calma e de equilíbrio, mesmo que o mundo esteja desalinhado e que o caos tenha sido estabelecido.

Porém, se nos deixarmos contaminar pelo caos do mundo, onde iremos encontrar a paz? Mesmo porque, ela começa dentro de cada um de nós.

Penso que, apesar de não conseguirmos solucionar os problemas e os desafios de uma hora para outra, se encontrarmos um momento do dia para nos aquietarmos, se fizermos uma pausa, identificaremos uma forma de dar um direcionamento àquilo que nos aflige. Acredito que somente dessa forma será possível melhorarmos a nossa capacidade de pensar e de sentir, mudando assim as nossas atitudes, à medida que passaremos a entender mais a vida e nos posicionaremos melhor diante das adversidades que, por vezes, nos desesperam.

Pode até parecer pouco fazer esse exercício de parar para refletir em algum momento do dia, mas não é, pois, quando aprendemos a exercitar isso, a nossa postura muda e começamos a agir diferente.

Afinal, um simples olhar para dentro pode ser capaz de nos auxiliar a achar as respostas para as perguntas que ficam, o tempo todo, saltitando em nosso pensamento.

Quem já ouviu essa frase: “sai pela boca o que está dentro do coração” irá concordar que. se não tomarmos cuidado em meio aos desafios diários que vivenciamos, corremos o risco de cultivar, dentro de nós, sentimentos egoístas e assim traduzi-los em palavras e atitudes como muita gente, infelizmente, tem feito.

Em outras palavras, “não adianta querer resolver os problemas cotidianos se não forrarmos a nossa própria cama, se não varrermos a sujeira da nossa própria casa”. Essa metáfora nos convida a refletir sobre as nossas atitudes, nos mostrando que somente focando nosso nível de consciência teremos alternativas para resolver os problemas que nos incomodam, sem despejar no outro a nossa angústia, a nossa raiva, a nossa falta de sintonia pessoal.

Para viver em equilíbrio é preciso que nos concentremos, realmente, em fazer o possível para melhorar os nossos corações e os nossos sentimentos, bem como o ambiente que nos rodeia e os relacionamentos na família, no trabalho, na coletividade. É necessário também agir com mais sensibilidade e humanidade tanto com as pessoas que cruzam a nossa jornada como com aquelas que estão sempre perto de nós.

Somente a sabedoria da vida irá potencializar o amor que cada um tem dentro de si e somente esse sentimento poderá despertar o bem que existe em nós. Mas, ao contrário do que pensamos, tudo isso acontecerá no momento certo, não sendo preciso sequer nos preocupar, pois simplesmente começará a ocorrer no momento em que começarmos a fazer o exercício íntimo de parar, pensar e executar o dever de casa, ou seja, “forrando a própria cama”, fazendo a nossa parte na busca de nos tornarmos, pouco a pouco, seres humanos menos egoístas, mais humanos e, sobretudo, mais solidários.

Vou ficando por aqui, até a próxima!

 

 

Janayna.

 

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