Olá, pessoal!

Em nosso último encontro, conversamos sobre a importância de permitirmos que nossas crianças passem de forma tranquila pela mutação de lagartas a borboletas. Lembram-se?

Nesta conversa, falaremos sobre as cantigas de roda. Mas, antes de começarmos, gostaria que vocês recordassem comigo:

 

Escravos de Jó

Jogavam caxangá

Tira, põe,

Deixa o zabelê ficar

Guerreiros com guerreiros

Fazem ziguezigue zá

Guerreiros com guerreiros

Fazem ziguezigue zá.

 

Quem se lembra desta cantiga?

Vocês brincavam por meio de cantigas de roda? Qual cantiga vocês mais gostavam? Escravos de Jó era a minha preferida! Qual era a sua? Se tivessem a oportunidade, ainda saberiam cantar e brincar?

Se nos esforçarmos um pouco, com certeza encontraremos ao menos uma cantiga de roda que marcou a nossa infância... Não é mesmo?

Ao contrário do que muitos pensam, as cantigas de roda não estão ultrapassadas, pois possuem em seu bojo o folclore popular e as tradições regionais, por isso nunca saem de moda!

Ao participar de uma brincadeira desde tipo, a criança entra em contato com as diferentes culturas, expressando com alegria sua melodia e letra, bem como suas emoções. É possível ainda, desenvolver a linguagem oral dos pequenos, pois na medida em que os estimulamos a cantar, estamos contribuindo para a ampliação gradativa de suas possibilidades de comunicação e expressão.

Ao reproduzir uma cantiga, a criança realiza não somente a repetição de sons e palavras, mas sobretudo articula sua fala com a reflexão, com os sentimentos, sensações e desejos.

Desta maneira, as cantigas de roda estimulam a criatividade, a interação e a atenção, uma vez que trabalham os aspectos físicos por meio do movimento de dar as mãos, cantar e girar; os aspectos psicológicos por meio das emoções e da oportunidade de brincar com seus pares, os aspectos intelectuais por meio da memorização, da atenção e do desafio de aprender palavras novas; e os aspectos sociais na medida em que para a brincadeira ser realizada, necessita do envolvimento do grupo, isto é, da relação interpessoal.

Nós, adultos, devemos estimular as crianças a cantarem e a brincarem com as cantigas de roda. Afinal, quem de nós nunca brincou de “Ciranda, cirandinha”, “Escravos de Jó”, “Fui no Itororó”, entre outras?

A intervenção do adulto em uma simples brincadeira de roda, seja ele pai, mãe, tio, madrinha, avó, professor é necessária e determinante para o aprendizado da criança no que se refere à construção e ampliação de seu repertório de palavras. Ao cantar e brincar, a criança não somente amplia seu vocabulário, como também constrói, gradativamente, sua visão de mundo.

Vale ressaltar ainda que as brincadeiras/cantigas de roda podem ser desenvolvidas em diferentes espaços: em casa, no clube, na escola... E, o número de pessoas e/ou crianças participantes varia conforme o espaço permitir. No entanto, mais importante que o tamanho do ambiente é a motivação que o adulto deve despertar nos pequenos para que participem ativamente da brincadeira.

E aí? Que tal convidar as crianças para fazer uma roda de pé e de mãos dadas? É só girar enquanto todos cantam música... E o resto é com vocês!  Vamos lá?

 

Ciranda Cirandinha

Vamos todos cirandar

Vamos dar a meia volta

Volta e meia vamos dar

 

O anel que tu me destes

Era vidro e se quebrou

O amor que tu me tinhas

Era pouco e se acabou

 

Por isso dona Rosa

Entre dentro desta roda

Diga um verso bem bonito

Diga adeus e vá se embora.

Até a próxima!
Janayna.

 

 

Referências:

- BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília, DF: MEC/SEF, v.1, 1998.

- BREJO, J. A. O Lúdico e a Brincadeira na Educação Infantil e Práticas. Santos: UNIMES VIRTUAL, 2007. 150.

 

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