Olá, pessoal!

            Nesta nossa conversa de hoje, convido vocês a fazer uma viagem pelo túnel do tempo, e não importa a sua idade para participar dela, basta se concentrar e buscar em sua memória... Sim, tente se lembrar da sua primeira ESCOLA. Então, vamos lá: faça um esforço e imagine-se dentro desse cenário novamente!

            Como era a primeira ESCOLA que você frequentou? Era perto de sua casa ou longe?

            Grande e espaçosa? Pequena, mas aconchegante? Lembra-se da cor dela?

Agora dê mais um passo e tente recordar-se também:

             Da sua ou do seu primeiro professor... Era calmo(a) e inteligente? Ou chato(a) e impaciente?

            Lembra-se das amizades que você fez? Quem era o(a) seu(sua) melhor amigo(a)?

Hum!!! Havia algum(a) namoradinho(a)?

            Quem era a criança mais bagunceira da classe? Xiii... não me diga que era você!

            Como você ia para a ESCOLA? A pé, de ônibus, de carro? Quem te levava? Ou você ia sozinho(a)?

            Você gostava de estudar? Estudava para as provas ou somente para a recuperação?

“Colou” de alguém durante uma avaliação, ou esqueceu do significado desse termo?

            Lembra-se dos boletins? Das notas vermelhas? Ou nunca teve que olhar para elas?

            São muitas as perguntas, não? E fico aqui imaginando as suas respostas! Sabe por quê?

            Porque a ESCOLA ajudou em nossa construção como pessoa e, com certeza, ela contribuiu, pelo menos um pouquinho, para que nos tornássemos o ser humano que somos hoje!

            Para muitos de nós, foi lá que aprendemos a ler e a escrever; que nos apaixonamos pela primeira vez por aquele garoto ou por aquela menina; que experimentamos o medo das provas; que comemoramos as boas notas ou choramos pelo baixo desempenho.

Foi lá que tivemos aquela professora que amávamos e que tudo nos ensinou e, ainda, aquele professor que não queríamos nem chegar perto: “ai que medo”!

E dos(as) diretores(as), você se lembra? Certamente, ninguém queria passar a manhã ou a tarde de castigo na diretoria ou na sala da coordenação...

            E as punições, elas existiram sim! Mas nós resistimos: à palmatória, às centenas de cópias que fazíamos quando errávamos uma única palavra, às ameaças de ficar sem recreio ou de enviarem “aquele” bilhete para os nossos pais reclamando do nosso comportamento, às promessas de brigas feitas por alguns colegas mais nervosos(as) que diziam: “vou te pegar lá fora”...

            Quantas aventuras, hein? Algumas que fazemos questão de lembrar e outras de esquecer...

            Mas o importante é que passamos por tudo isso, que vivemos tudo isso e não podemos mentir que essa instituição chamada ESCOLA nos marcou por toda a vida... E com todas as suas imperfeições aprendemos a amá-la, a valorizá-la e, principalmente, descobrimos o quanto ela pode fazer a diferença na vida das pessoas.

            Alguns a abandonaram por falta de condições para continuar, por ter que trabalhar e até por não gostar de ficar lá... No entanto, nenhum(a) deles(as) consegue desconsiderar esse lugar. Espaço cuja função é ensinar ou, pelo menos, abrir caminhos para pensar, para fazer escolhas, para viajar, para seguir a vida...

            Na ESCOLA abrimos os livros, escrevemos os trabalhos, ouvimos histórias, sonhamos em ser grandes: fortes profissionais e seres humanos cheios de garra!!!

            E com todos os seus problemas econômicos, sociais, políticos, educacionais, e muito mais, ela, a ESCOLA, até hoje, consegue salvar vidas: ensinando não somente a ler e a escrever, mas tirando as crianças da rua quando estão dentro dela; alimentando aqueles que ainda pouco possuem para comer e tem a oportunidade compartilhar a merenda; dando abrigo, embora passageiro, até mesmo para famílias que sofrem com as enchentes e desmoronamentos...

            Estamos falando de ESCOLA pública? Talvez! Mas e as ESCOLAS particulares? Também fazem um papel bem semelhante, cada uma a seu modo... Na verdade, não estamos falando de uma ESCOLA, mas da sua PRIMEIRA ESCOLA. Pense nela, se permita voltar no tempo...

            Sabe, rabisquei um pouquinho aqui para incentivar você a se lembrar dela e dos momentos que viveu dentro da sua ESCOLA. Essa viagem foi interessante para você?

            Espero que sim.

            Então, por outro instante, pare e reviva mais um pouco, busque fotos, cadernos, informações daquela época, viva novamente a sua história nem que seja por alguns segundos. E, se não for pedir muito, a partir de agora, incentive seus alunos, suas filhas, seus netos, suas sobrinhas, seus afilhados a valorizarem a ESCOLA e a entenderem que esse ESPAÇO é capaz SIM de fazer a diferença, principalmente se acreditamos e lutamos por ele.

            Nosso Brasil precisa de mais ESCOLAS, mas antes disso, de mais pessoas como nós que acreditam nela. Somente assim teremos uma educação que realmente faz a diferença.

E aí? Gostou desse texto?

Comenta e aproveita para me contar: você tem uma foto como esta que é capa desse texto?

 Vamos nos falando e...

Até a próxima, pessoal!

Janayna.

 

 

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4 comentários

  • Olá Rubens,
    Me alegra imensamente ler sua postagem e conhecer um pouco sobre sua história com a escola. Além de disso, considero muito importante as observações que você fez com relação a necessidade de valorização da escola, a partir de políticas educacionais comprometidas com alunos(as), professores(as) e sociedade. Seja bem-vindo à nossa turma do 6º período! Tenho certeza que teremos a oportunidade de compartilhar muitos conhecimentos. Um abraço!

  • Olá Flávia,
    Fico feliz por ter gostado do texto. Concordo com você, podemos sim fazer a diferença na vida dos nossos alunos, principalmente, quando acreditamos no potencial de cada um deles. Abraços!

  • Eu também acredito na importância da escola na vida e na formação dos indivíduos e acredito também, como nós, professores, podemos fazer a diferença na vida de nossos alunos.

    Muito bom o texto! Parabéns!

  • Muito interessante esse texto, passou um filme em minha memória estudantil, lembro-me de várias situações, do medo dos ditados inesperados, da dificuldade em “decorar” a tabuada, das amizades eternas que fiz, das excursões dentre outras lembranças. A escola é sem dúvida um universo social e educacional, essencial na formação da nossa identidade enquanto cidadão pertencente a esse complexo mundo globalizado, entretanto, ultimamente há uma desvalorização por parte do poder público na instituição escolar, paralelamente há um distanciamento das famílias na participação da vida escolar de seus entes queridos, caracterizados pela grande evasão escolar existente em nosso país. Portanto, além de necessitarmos de mais escolas, faz-se necessário políticas públicas voltadas à valorização dos profissionais docentes, paralelamente uma campanha de aproximação da sociedade e escola, resgatando os alunos e elevando o grau de escolaridade da população brasileira, sobretudo das classes sociais mais baixas. Mesmo assim, vejo com bons olhos um futuro promissor para a educação em nosso país, sou estudante de pedagogia, 6° período, e seu aluno Janaína na UEMG, espero com todo o conhecimento adquirido e compartilhado desempenhar um excelente trabalho na formação plena dos futuros alunos que construirão a nossa nação. Parabéns por seu excelente texto!

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