Olá, pessoal!

Em nossos encontros quinzenais, temos conversado bastante sobre a Literatura Infantil e sua importância na vida das crianças. Temos falado, ainda, sobre o papel do adulto na formação de nossos pequenos leitores.
Hoje vamos falar de outro tema, mas que também envolve, de certa forma, a Literatura Infantil.
Sem mais delongas, o tema de hoje é o BRINCAR!
Qual era o seu brinquedo preferido?
De que brincadeira você mais gostava?
Onde brincava? Na rua, em casa?
Você se lembra como eram as brincadeiras na escola?
Recordar a nossa infância pode ser um bom exercício para que possamos entender a importância do brincar na vida de uma criança. Pois é brincando que ela descobre o mundo a sua volta, conhece a si mesma e aos outros. Por meio do brincar, demonstra seus sentimentos e constrói sua própria identidade...
O brincar está intimamente ligado à ludicidade, à alegria, à espontaneidade, e principalmente às crianças. Apesar de sabermos que não somente as crianças brincam...
Portanto, nosso papel enquanto pais e educadores é redescobrir as possibilidades da brincadeira no cotidiano familiar e escolar, identificando o brincar como instrumento de aprendizagem e sobretudo como um grande “parceiro” na construção da autonomia das crianças.
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – Volume 1, menciona:

“No ato de brincar, os sinais, os gestos, os objetos, os espaços valem e significam outra coisa daquilo que aparentam ser. Ao brincar as crianças recriam e repensam os acontecimentos que lhes deram origem, sabendo que estão brincando.” (Brasília: MEC/SEF, 1998, p.27)

Verificamos, assim, que por meio da brincadeira as crianças interagem, elaboram suas emoções, sentimentos e conhecimentos, desenvolvendo também a criatividade. Dentro deste contexto, minha proposta aqui é incentivar os adultos a participarem das brincadeiras junto com as crianças, isto é, a brincarem efetivamente com elas, desta forma, farão com que se sintam mais seguras, valorizadas e, porque não dizer, também mais amadas.
A participação do pai, da mãe, de um tio, uma tia, do professor ou da professora, por exemplo, na brincadeira infantil, aumenta seu vínculo com a criança, além de permitir que ambos troquem experiências e aprendam um com o outro.
Quando os adultos participam das brincadeiras, a criança se sente mais “à vontade” para expressar opiniões e sentimentos, ou seja, suas vontades, suas alegrias e até mesmo, as angústias e/ou tristezas que a incomodam.
Mas você deve estar pensando: de que forma podemos brincar com os pequenos? Em quais momentos?

Aí vão algumas dicas:

  • Cantando músicas, parlendas;
  • Falando trava-línguas, advinhas;
  • Incentivando e participando de brincadeiras de roda;
  • Pulando amarelinha, corda;
  • Brincando de jogos de montar;
  • Contando histórias; entre outros.

É nesta última que entra a Literatura Infantil, afinal quando realizamos uma “contação de histórias”, estamos ao mesmo tempo brincando, pois mudamos o nosso tom de voz para retratarmos um personagem, dramatizamos, usamos fantoches e outros diversos mecanismos para fazer com que a criança se envolva na narrativa, não é mesmo? Então... Contar uma história pode também se tornar uma forma diferenciada de brincar...
Como vimos, muitas são as formas de brincar com as nossas crianças. Para fazer isto, basta usarmos nossas recordações de infância, somadas a um pouco de criatividade e bom senso.
Por fim, o recado que gostaria de deixar é que: não basta somente observar as crianças brincarem, precisamos brincar com elas. Desta forma, entenderemos melhor a sua maneira de ver o mundo, bem como as suas atitudes e o seu modo de ser e interagir com os outros.
E então? Vamos brincar?

Até a próxima!
Janayna.

Referências:

- BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília, DF: MEC/SEF, v.1, 1998.
- BREJO, J. A. O Lúdico e a Brincadeira na Educação Infantil e Práticas. Santos: UNIMES VIRTUAL, 2007. 150.

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