Olá, pessoal!

Nesta conversa, vamos falar sobre a “formação de leitores”. A quem cabe a responsabilidade de formar crianças leitoras? Aos pais? À família? Aos professores? À escola? Afinal, de quem é este papel?

O contato com as narrativas literárias tem início, normalmente, no ambiente familiar, isto é, nos momentos em que a mãe canta uma cantiga para ninar seu bebê, ou que o pai inventa ou conta uma história do imaginário popular para distrair seu filho.

Conforme vão crescendo, as crianças são apresentadas aos livros pelos pais, seja a partir da contação de histórias ou mesmo do manuseio por parte dos pequenos, quando os livros estão ao seu alcance.

Essas narrativas que surgem no contexto familiar de forma tão simples e natural irão, pouco a pouco, auxiliar a criança em seu processo de socialização. O contato com os livros desde a mais tenra idade é o início da entrada da criança no mundo do letramento literário, pois desde muito pequena ela começa a dar sentido a tudo o que está ao seu redor.

Assim, a audição de cantigas, poesias e histórias com ou sem o suporte do livro, bem como a leitura “inventada” pelas crianças ao se debruçarem sobre as páginas de um texto literário no seio familiar, são atitudes que muito contribuem para a formação de um futuro leitor. Embora saibamos que, infelizmente, muitas famílias não proporcionem aos filhos momentos ligados à literatura, seja por falta de tempo, seja por falta de recursos, ou simplesmente por não terem consciência do papel que as narrativas literárias possuem na formação da criança.

Daí a importância desta nossa conversa, pois é preciso que os pais e também que os professores saibam que cada livro lido, cada história contada, traz inúmeros benefícios não somente para socialização da criança, como também, para a construção de seus valores e do ser humano que se tornará no futuro.

Ao falarmos sobre formação de leitores, estamos tratando, de maneira associada, de algo ainda mais sublime, a formação humana, uma vez que a literatura infantil é capaz de nos mostrar caminhos e/ou atitudes necessárias para que a criança de hoje, se torne o adulto consciente de amanhã, ou seja, um ser verdadeiramente humano, com posturas críticas, íntegras e conscientes de seu papel no mundo.

E é aí que entra a escola e o professor, tenha a criança, recebido ou não incentivo à leitura dentro da família, é função do ambiente escolar formar leitores, e como conversamos antes, esta leitura precisa ocorrer de forma prazerosa, caso contrário, muitos alunos correm o risco de não gostarem de ler.

O que proponho aqui é que o professor pense na formação literária de seus alunos desde a educação infantil, primeira etapa da educação básica, responsável pelo desenvolvimento integral da criança, à medida que possui a função de estimular suas capacidades emocionais, cognitivas, artísticas, físicas, entre outras, bem como de proporcionar experiências com as diferentes linguagens.

Sabemos que a leitura de textos literários faz parte da rotina escolar de professores e crianças da educação infantil, na qual o primeiro possui o papel inicial de ler a história e o segundo de ouvi-la, tendo em vista que nesse nível de ensino, os alunos ainda não estão alfabetizados. Assim, se estabelece um processo de sinergia entre leitor e ouvintes, quando consideramos que a narrativa proporciona intercambio de experiências, sentimentos e saberes que possuem um papel transformador na vida da criança.

O professor, então, torna-se “peça-chave” para que as crianças desenvolvam não somente o gosto pela leitura, como também construam e ampliem seus conhecimentos a partir dela. Não é mesmo?

Para concluir o nosso “bate-papo”, gostaria de deixar claro que: família e escola são responsáveis pela formação de leitores, e quando os dois caminham juntos em prol da criança, não há o que os segurem... basta dar asas à imaginação e viajar pelo mundo da leitura. Vamos lá?!

Até a próxima!
Janayna

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