Olá, pessoal!

Nossa segunda conversa por aqui gira em torno de um tema que atualmente tem sido muito comentado: a chamada “LEITURA DELEITE”. Mas do que se trata?

Vamos lá! “Leitura deleite” quer dizer: ler por prazer, ler por satisfação, ou seja, de uma forma que nos faça sentir bem.

A “leitura deleite” pode ser realizada tanto pelo adulto, como pela criança a partir do
momento em que já está alfabetizada. Na verdade, o que importa para que seja “deleite” é a leitura ser realizada com excesso de satisfação e contentamento.

E como tornar o hábito da leitura um hábito de prazer?

Sabemos que a leitura deve fazer parte do cotidiano da criança desde a primeira infância, ou melhor, desde que nasce, pois assim poderemos despertar nos pequeninos o hábito e o gosto por ouvir histórias.

Estudos mostram que um bebê ainda no ventre da mãe é capaz de escutá-la e de identificar sua voz a partir de uma simples contação de história. Portanto, quando a criança escuta histórias desde bem pequena, cria intimidade com a leitura e tende a ter prazer ao ler ou ao escutar uma narrativa no futuro.

No ambiente familiar, o incentivo à leitura é de responsabilidade de um adulto, seja pai, mãe, tio, irmão ou qualquer outra pessoa que possa desempenhar o papel de leitor. Ler uma história para uma criança à noite, antes de dormir, por exemplo, é uma ótima oportunidade para acalmá-la e para que ela entre em contato com o mundo da
fantasia, mesmo porque o próximo passo será dormir e sonhar.

Outra recomendação, ao ler para uma criança em casa, é sempre conversar com ela após a leitura, buscando levá-la a recontar a narrativa, a falar sobre os valores humanos existentes no enredo e até mesmo incentivando-a a apontar pontos positivos ou negativos do conto.

Já no ambiente escolar, o professor tem diversas possibilidades para trabalhar a “leitura deleite”, já que ela pode ser desenvolvida diariamente, tanto na educação infantil, como nos anos iniciais do ensino fundamental.

Na escola, o primeiro passo para que a leitura se torne realmente um processo de “deleitamento” será o professor gostar de ler e realizar a leitura de forma prazerosa junto aos seus alunos. Afinal, ler por “obrigação” para uma criança, apenas para cumprir o “protocolo” da leitura diária, não despertará nela o gosto pela leitura.

Neste ambiente, o convívio com as narrativas literárias pelas crianças deve iniciar-se nos momentos da “contação de histórias”, de falar sobre elas, de compreendê-las, de discuti-las no grupo. Passa pelo manuseio do livro, pelo reconhecimento das imagens, pela identificação dos autores, ilustradores, tradutores. Passa ainda pela percepção de que nele existe um texto escrito que precisa ser lido pelo adulto na figura do professor de maneira comprometida e prazerosa.

É nesse momento que a criança começa a compor significados a partir da observação e da audição, e passa a vivenciar a leitura como prática social, caminhando assim, por meio da mediação do professor, para a construção de seu próprio letramento literário.

É quando o professor dá vida às narrativas de maneira criativa, isto é, trabalhando a entonação de sua própria voz ou utilizando adereços como instrumentos musicais, fantoches e imagens diversas, entre outros, que está conduzindo a criança ao mundo da imaginação, fato que a leva a gostar de ouvir histórias devido à forma agradável com que os momentos de leitura são conduzidos em sala de aula.

Assim, a “leitura deleite” torna-se uma importante estratégia para desenvolver na criança o gosto e o prazer pelo ato de ler, pois leva à reflexão e aguça a imaginação. E, à medida em que esse tipo de leitura acontece, seja no ambiente escolar ou no espaço familiar, e é realmente praticada como uma fonte de prazer, o leitor passa a desfrutar das diferentes histórias aproximando-se, cada vez mais, do universo literário.

Para finalizar a nossa conversa, ficam as dicas:

  • Leia para as crianças!
  • Permita que as crianças leiam para você!
  • Realize, sempre, “leituras deleites”!
  • Leia bons livros com tranquilidade e pelo prazer de ler! Afinal, estaremos contribuindo para a formação de crianças verdadeiramente leitoras!

Mãos à obra! Ou melhor: mãos às histórias!
E até a próxima!

Janayna.

Referências: Brasil. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: formação de professores no pacto nacional pela alfabetização na idade certa/Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. - Brasília: MEC, SEB, 2012.

Postagem anterior Postagem seguinte