Olá, pessoal!

No nosso encontro de hoje vamos falar sobre Gêneros Literários e Literatura Infantil. Mas antes de focarmos neste tema, preciso explicar um pouquinho a vocês o que são gêneros textuais, para depois chegarmos aos gêneros literários. Então vamos lá!

Os gêneros textuais são formas de ação da linguagem que estão presentes em nosso cotidiano, por exemplo, quando utilizamos uma receita para fazer um bolo; quando lemos um artigo de opinião em uma revista; quando recorremos a uma bula de remédio para verificar os efeitos colaterais; quando analisamos a sinopse de um filme antes de assisti-lo, quando lemos um romance, um texto científico ou um poema, entre outros.

Assim, chamamos os exemplos acima de gêneros textuais, porque todos eles constituem a existência de algo real, isto é, de textos que fazem parte da vida. São, portanto, gêneros que lemos e que circulam no nosso dia a dia.

No entanto, vocês podem me perguntar: notícia de jornal também é um gênero textual? E a música? E a lenda? E o conto de fadas? Sim, são todos gêneros textuais. O que os diferencia é que a notícia de jornal pertence ao gênero jornalístico, enquanto a lenda e o conto de fadas são gêneros literários. Entendem?

Xiii, vocês podem pensar... Essa conversa de hoje está muito técnica, não é mesmo? Afinal para que precisamos distinguir o gênero jornalístico do literário?

Vou então responder!

Estamos lidando com crianças e, como já apontei várias vezes por aqui, “temos o papel de formar leitores”. E se incentivar a leitura é papel do professor, da mãe, do pai, do tio, da madrinha e estamos falando sobre a importância da Literatura Infantil, nada mais natural do que explicar o que é um gênero, mais precisamente os gêneros literários para crianças.

Dentro desse contexto, é necessário deixar claro que a Literatura Infantil carrega em si diferentes gêneros literários como: poemas, contos, fábulas, lendas e muito mais, que foram se transformando e se (re)significando através dos tempos, pois a literatura que circula entre nós atualmente não é a mesma que circulava no passado. Sabiam?

A compreensão de Literatura Infantil que temos hoje vem atender a uma concepção de criança como um ser de direito que possui suas opiniões, seus anseios, seus deveres, seu jeito próprio de brincar, que influencia o ambiente em que está, mas que também é influenciado por ele.

Dessa forma, a Literatura Infantil que temos vem atender a criança contemporânea e não aquela que era vista, no passado, como um adulto em miniatura. Isso mesmo, adulto em miniatura! Já imaginaram?

As crianças eram tratadas da mesma forma que os adultos, até suas roupas eram parecidas, se distinguiam apenas pelo tamanho. Assim, os textos que elas ouviam eram os mesmos que os adultos e, consequentemente, não se respeitava as especificidades do desenvolvimento infantil.

Para vocês terem uma ideia, por volta do século XVIII, a história original da Cinderela, naquela época conhecida como A gata borralheira, escrita pelos Irmãos Grimm (1783/1863), chegava a ter cenas de horror! Acreditam? Isto mesmo. Em uma das versões de Cinderela, a madrasta má determina que uma de suas filhas corte o pé para caber no sapato de cristal! Verdade. E a filha obedece a mãe cortando o próprio pé.

Ainda bem que hoje isso é bem diferente, pois as histórias clássicas foram reescritas e adaptadas especialmente para o público infantil, com objetivo de respeitar a criança em formação, na medida em que trazem situações e experiências que devem estar de acordo com sua faixa etária.

Portanto, a Literatura Infantil atual faz uso sim dos clássicos literários, isto é, da tradição literária, mas é importante sabermos que tais histórias foram atualizadas conforme o perfil do “possível” leitor, na busca de atender seus anseios e respeitar seu desenvolvimento.

Falar então de gêneros literários para a criança significa escolher um bom livro de Literatura Infantil, ou seja, que apresente um texto verbal interessante, cercado de imagens capazes de convidar a criança a entrar no mundo da fantasia. É necessário também que sejamos bons “contadores” de histórias... Quem conta uma história por obrigação e sem entusiasmo, não forma crianças leitoras. Não é mesmo?

Bora lá! Vamos fazer um exercício?

Respire fundo e conte uma história para você diante de um espelho, faça isso com bastante ânimo e descontração. Depois disso experimente contá-la para uma criança. Com certeza, será a maior diversão.
Depois me fale, viu!?

Até a próxima!
Janayna.

 

Referências:

CADEMARTORI, Lígia. Literatura Infantil. Glossário do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (CEALE)|Faculdade de Educação da UFMG. Disponível em: <http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/literatura-infantil> Acesso em 25 abril 2018.

MACHADO, Maria Zélia Versiani. Gêneros literários para crianças. Glossário do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (CEALE)|Faculdade de Educação da UFMG. Disponível em: <http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/autor/maria-z-lia-versiani-machado> Acesso em 25 abril 2018.

 

 

Postagem anterior Postagem seguinte