Olá, pessoal!

 

Durante todos os nossos encontros, temos falado sobre a Literatura Infantil ou sobre temas que com ela se relacionam, não é mesmo? Nosso objetivo tem sido instigar os pais e os professores a assumirem sua função de ler histórias para as crianças, uma vez que somos responsáveis pela formação do gosto pela leitura.

Uma criança que não gosta de ler certamente não foi incentivada para tal. Com o incentivo da leitura é quase impossível alguém que ouviu histórias desde a mais tenra idade não seja, hoje, um adulto leitor.

Quando os convido para essa nossa conversa e escrevo que a Literatura Infantil é uma arte, quero dizer que a literatura pode ser concebida como uma forma de expressão artística, diante das possibilidades que uma boa história infantil pode nos trazer.  Isso porque as palavras de uma narrativa são capazes de nos transportar do mundo real ao imaginário, e nos revelam o ser humano que somos. Um conto de fadas, por exemplo, pode despertar em nós sentimentos como a tristeza, a alegria, a indignação, a esperança, a superação...

A arte literária está no “poder” das palavras, em sua capacidade de eclodir emoções e sonoridade, unindo o lúdico ao conhecimento. Como diz Cavalcanti (2009, p.80) “[...] as crianças gostam de ouvir e ler histórias, o que lhes falta é o estabelecimento de uma relação prazerosa com o texto literário. Tanto no sentido lúdico como afetivo [...].

Por isso, para que as crianças desenvolvam uma relação de prazer com o texto literário, é necessário que nós adultos tenhamos uma intimidade com a leitura, a vontade de contar uma história como uma verdadeira arte. Temos que dar movimento às palavras com emoção, com entonação, com afeto.

Quem conta uma história como uma forma de arte, sabe as palavras pronunciadas devem vir impregnadas de significados de vida, nos fazendo pensar na realidade, nos sonhos, na poesia, na brincadeira.

E a Literatura Infantil, em especial, é uma arte que encanta, liberta e transforma. Mas para que ela realize realmente esse papel, necessita de pessoas que reconheçam sua função transformadora e que estejam motivadas a sensibilizar seu público. Antes mesmo de contar uma história é indispensável que a criança seja convidada a entrar num novo mundo, no espaço fértil de sua própria imaginação.

Para isso, mesmo que o adulto não tenha uma intimidade com a leitura, ele poderá buscar um pouquinho de criatividade montando um espaço aconchegante para o momento da contação. Cabe então preparar um sofá, um cantinho com almofadas, cadeiras na varanda, no jardim ou a própria cama da criança. É importante que o ouvinte se sinta confortável para entrar pelas janelas da imaginação.

Vale ainda, antes de iniciar a história, fazer um suspense, cantar uma música, dizer uma rima... Tudo isso faz com que a criança sinta prazer em ouvir e participar desse momento mágico...

Momento mágico que deve ser regado por “boas histórias”.

Querem uma dica?

A Bom Bom Books acaba de lançar o a coleção “O que não cabe no meu mundo II”. Nela, vocês encontrarão títulos capazes de levar as crianças a pensar em comportamentos que devem ser deixados de lado.

 

Veja a nossa nova coleção:

 

A partir dos temas Arrogância, Bullying, Corrupção, Desigualdade, Fofoca, Ingratidão, Injustiça, Intolerância, Raiva e Rebeldia trabalhados nas histórias dessa coleção, fica mais fácil conversar com os pequenos sobre a importância de nos tornarmos pessoas melhores, sem permitir o cultivo de ideias ruins em nossos corações.

O que não cabe no meu mundo II traz em suas narrativas alguns “monstrinhos” que representam as más atitudes que o ser humano não deve ter. Ao mesmo tempo, as histórias apresentam os resultados positivos de quando decidimos fazer o bem ao nosso próximo, enriquecendo a vivência estética que vem para assegurar que a arte literária está tanto em sua capacidade para instruir, por meio dos valores apresentados nos textos, como para divertir, a partir de “monstrinhos” que precisam ser vencidos dentro de nós dia após dia.

E então, vamos fazer da Literatura Infantil realmente uma arte?

Despois me conte como foi a sua experiência...

Um forte abraço e até a próxima!

Janayna

 

Referências:  CAVALCANTI, Joana. Caminhos da literatura infantil e juvenil: dinâmicas e vivências na ação pedagógica. São Paulo: Paulus,2009.

 

 

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