“Chegou a hora de nos recusarmos a cair na armadilha de repetir frases feitas de pessimismo. É preciso estabelecer uma conexão entre coração e mente”.

 

Olá pessoal!

A cada dia que passa acredito ainda mais que:

O amor se alimenta de amor;

O ódio se alimente de ódio;

O otimismo se alimenta de otimismo... ou seja, todo o sentimento alimentado de forma positiva ou negativa se propaga...

Todos nós sabemos o quanto 2020 foi um ano difícil, não é mesmo?

No entanto, algumas falas e opiniões tem me causado um certo desconforto, sabem por quê? Por que tenho ouvido pessoas, visto nas redes sociais e lido notícias que continuam insistindo que 2021 será tão difícil quanto 2020, ou até, mais complicado...

Não estou aqui, como diz o ditado: “tentado tampar o sol com a peneira”, mas onde iremos chegar se continuarmos a regar de pessimismo o mundo a nossa volta?

E digo mais: o que será que estamos fazendo para aguentar o barco? Será que reclamar ajuda? Ou o que precisamos é pulverizar o ambiente com um pouco mais deotimismo para que as coisas se encaminhem e deem certo?

Para ilustrar melhor nossa conversa e aonde quero chegar, vou lhes contar uma história, uma fábula muito antiga... Talvez até mais antiga que o seu autor, cujo nome é Esopo, um escravo grego que viveu no século VI antes de Cristo. Teve sua liberdade conquistada graças às narrativas que contava e que fizeram dele um importante aconselhador dos reis e das pessoas influentes de sua época. Por isso, ele éconsiderado o criador do gênero literário “fábulas”, conhecidas popularmente como “Fábulas de Esopo”.

Pois bem, Esopo foi um fabulista além de seu tempo, porsua capacidade de nos trazer relatos construídos na tradição oral que continuam muito atuais. E é por essa atualidade de seus contos que transcrevo hoje, para vocês, a seguinte fábula:

A ASSEMBLEIA DOS RATOS

Era uma vez uma colônia de ratos, que viviam com medo de um gato. Então, resolveram fazer uma assembleia para encontrar um jeito de acabar com aquele transtorno.

Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim,um jovem e esperto rato levantou-se e deu uma excelente ideia: a de pendurar um guizo, isto é, uma sineta no pescoço do gato. Deste modo, sempre que o gato tivesse por perto eles ouviriam o guizo e poderiam fugir correndo. Todos os ratos bateram palmas, afinal: o problema estava resolvido...

Vendo aquilo, um velho rato que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto. Ele falou que o plano era muito inteligente e ousado e que com toda a certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim. Só faltava uma coisa: quem iria pendurar o guizo no pescoço do gato?

(<https://www.pensador.com/frase/Njg1Nzg/> Acesso em: 10 fev.2021).

Esta fábula, também conhecida com o nome de “O Guizo do Gato” na versão escrita pelo francês Jean de La Fontaine (1621-1695), nos traz como moral algo do tipo: Falar é fácil, fazer é que é difícil.

Então, se trouxermos esse conto para o nosso dia a dia, bem como o seu ensinamento, como poderemos interpretá-lo? Será que estamos agindo como o rato que deu a ideia: falandodemais e fazendo de menos?

O que realmente estamos fazendo, dentro das nossas possibilidades, para que 2021 seja melhor que 2020?

- Estamos reclamando da pandemia ou seguindo os protocolos sanitários para que a doença não se propague ainda mais?

- Estamos torcendo pela chegada de mais lotes de vacina ou semeando a ideia que não haverá para todos(as)?

- Estamos exaltando as atitudes de outros países e denegrindo as do Brasil com relação ao enfrentamento da Covid-19 ou procurando observar a nossa realidade e o nosso número populacional?

- Estamos reclamando das nossas condições de vida sem sequer observar o sofrimento do outro que devido às desigualdades não tem o que comer?

Diante de tudo isso, penso que chegou o momento de realizarmos um minucioso exame de consciência, para que possamos responder sinceramente à pergunta: O que estamos fazendo para aguentar o barco?

Estamos semeando otimismo ou pessimismo?

Temos ideias que se transformam em atitudes ou apenas damos opiniões vazias?

Chegou a hora de nos recusarmos a “cair na armadilhade repetir frases feitas de pessimismo, fortalecendo ainda mais aquilo que não queremos, ou seja, mais um ano difícil, sem escolas, sem o convívio com as pessoas que amamos, repleto de dificuldades financeiras, sem acesso à vacina e muito mais...

É preciso que tenhamos consciência, a partir da “tecnologia dessa fábula” que nos oferece a possibilidade de estabelecer uma conexão entre coração e mente... Afinal, somos capazes de descobrir, dentro de nós, forças suficientes para colocarmos o guizo no gato. Tal ação significa tomar o pulso do nosso tempo, caso o contrário, ficaremos apenas com as palavras que se desfazem com o vento, que corroem o coração e que dão chance para a falta de esperança...

Penso que para aguentar o barco em 2021, será preciso que nos pautemos em atitudes otimistas, para que não fiquemos somente nas ideias como o ratinho da fábula, que trouxe uma solução ilusória, uma vez que ele nunca pensou em como agir... Junto com a ideia é preciso pensar nas ações. Não é mesmo?

E aí, qual de vocês teria essa coragem de colocar o guizo no gato? Qual seria o plano para fazer isso?

O melhor a se fazer é não julgar o livro pela capa, mas sim tomar a atitude de abri-lo e lê-lo, pois somente assim tomaremos o verdadeiro pulso do tempo em que estamos vivendo!

Até a próxima!

Janayna.

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5 comentários

  • Fábula que conheço bem… Seu texto uma ferramenta que nos invade de maneira sábia e acolhedora. Fazendo refletir e buscar soluções para da vida real. Parabéns! Você mais uma vez me faz sentir que podemos alcançar nossos objetivos como professora/ pedagoga, e principalmente como seres humanos ; mostrando como se faz, através de ferramentas importantíssimas como : Fábulas, Contos… E ações concretas como esse texto cheio de perguntas na esperança e ações diárias e concretas de seus leitores e seguidores do bem. Seguir fazendo o melhor. Tudo vai passar e como certeza iremos ajudar a reconstrução de um mundo melhor.

    Obrigada.

  • Excelente reflexão Janayna, as vezes não refletimos que é mais fácil se deixar levar pela onda do que buscar o exercício de uma força contrária ao pessimismo. Ninguém disse que será fácil, mas é preciso tentar. Obrigada pelo texto!

  • Pois é , como tocar o barco? não sei apenas acredito que temos que ter fé, continuar com os protocolos , administrar os nossos medos , acreditar , a vida continua e nossas crianças estão retomando sua vida escolar precisando aprender na prática ( fora de casa) ,estão administrando o viver sem a proteção exclusiva de suas famílias e isto precisa ser feito e sendo assim faremos da melhor forma possível ….com muito otimismo .

  • Isso mesmo, quem colocará o guizo no gato. Somos nós… temerosos, mas a necessidade grita mais alto que o barulho do guizo… situações que nunca imaginávamos viver.

  • Isso mesmo, quem colocará o guizo no gato. Somos nós… temerosos, mas a necessidade grita mais alto que o barulho do guizo… situações que nunca imaginávamos viver.

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